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Lucas, 16 anos, Brasil. Madridista fervoroso e inabalável. Fã incondicional de futebol e da Seleção Alemã. Pseudo-escritor nas horas vagas e vagabundo de plantão: lê, come e dorme. Facilmente irritável e orgulhoso em relação a seus conceitos. Oasis, Strokes, Rammstein, Maroon 5, The Killers, Franz Ferdinand, Snow Patrol, Bon Jovi, Queen, Keane, Placebo. Game Of Thrones, The Walking Dead, The Vampire Diaries, American Horror Story, Two and and a Half Men True Blood, Falling Skies, Spartacus.
"Nós não rolamos em campo, somos donos dele. O único teatro e espetáculo, é o nosso futebol. O que usamos, não é um simples uniforme, é a nossa pele. Mais do que um escudo, é o nosso coração. Sangue branco corre em nossas veias. Por quê nós somos o Real Madrid e não somos história, somos uma lenda."theme por nee-d, base por stupefys, com alguns detalhes retirados de im-mutable e mnkslut. não retire os créditos.
“Iker is the perfect captain. I’d give him ten out of ten for everything he does as a keeper, a captain and in the way he behaves.”
Apenas um detalhe - Por Lucas Pitta Klein.
Ainda não chegou a época em que os dias se tornam mais curtos e em que o tempo passa mais rápido. Em que o relógio é o nosso maior adversário. No qual vale toda nossa fé e superstição acerca da grama envolta pelas quatro linhas. Em que o comentário tricolor em todos os jornais influi na partida. Em que um bandeirinha tem culpa pelo resultado de um jogo. Em que o vento e o sal na casamata fizeram a diferença. Em que um simples grito na torcida faz o time erguer-se como um gigante.
Não parece, mas ainda vive-se um momento especial. O colorado de hoje está acostumado a viver fortes emoções. Nossa rotina se encheu de grandes desafios e batalhas difíceis. Tornamo-nos imunes à derrota. Afinal, vencer, com dois gols de diferença, com gol do Damião em todos os jogos é uma obrigação. Não deve ser diferente.É impossível não compartilhar de um sentimento de superioridade quando se vence 90% das partidas que se joga. Quem está fora dessa é um robô sem sentimentos, ou no mínimo “estranho”. Uma doutrina foi imposta ao Inter há muito tempo: Quem entra em campo para vencer tem a obrigação de vencer. Que, quando chegar ao máximo, ainda se vê que pode dar mais um pouquinho de si ainda. A derrota: inadmissível. Essa filosofia de jogo começou com Fernando Carvalho. Perpassou pelo capitão Bolívar, Edinho, e se perpetuou com Fernandão.Imagine agora uma injustiça. Uma injustiça qualquer. Repentina, forçada, sem querer. Sem causa ou efeito. Sem direito e impunidade. Um homem que é impossibilitado de entrar em um recinto por não possuir pernas. Um negro impedido de trabalhar pelo preconceito com a sua raça. Um pobre maltrapilho impedido de entrar na quitanda por aparentar não ter dinheiro. Uma mulher que se vê afastada da condição de humana para ocupar o papel de objeto. Um ser humano ser impedido de comer por não haver comida onde mora.Sou um cara emotivo. Chorão por natureza. Toda e qualquer injustiça me tocam como uma apunhalada nas costas e me arrancam o coração do peito por tempo indeterminado. Há coisas inadmissíveis no mundo que nos fazem parar para pensar e logo depois nos colocam em movimento.Final do campeonato gaúcho, 1x1 no primeiro jogo. Jogo equilibrado. Relativamente um bom resultado. Mas, o que mais chamou a atenção foi uma demonstração de amor. As lágrimas do menino do Beira-rio foram uma demonstração de que o Inter está muito além do que se enxerga e do que se pode sentir.O pranto de Oscar significou não apenas um gol marcado. Mas a liberdade de um garoto. Em poder escolher e controlar a própria vida. Traçar o próprio destino. A dignidade reestabelecida. Os direitos humanos: respeitados. Um choro de felicidade: por ser livre para se fazer o que quiser. Para estar aonde queira. Jogar onde bem entender! Um pranto de libertação. Ressurgiu na final do Gauchão para dar asas à prata da casa.Travestido em amor e talento, Oscar volta aos gramados para reafirmar sua importância gigante numa instituição gigante. Nunca uma camiseta vermelha caiu tão bem no corpo de uma pessoa, como o manto sagrado em Oscar, na tarde deste domingo.Este é o seu uniforme. Este é o seu clube.E que seja sempre assim.